segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Promovendo a imagem profissional através das redes sociais


A internet é uma das ferramentas mais eficientes quando falamos de promoção e divulgação. Através dela podemos dizer ou mostrar o que pensamos, sentimos ou percebemos para qualquer pessoa e em qualquer lugar do mundo.
Por ser tão poderosa e até certo ponto de fácil acesso, a internet pode tornar-se uma faca de dois gumes. Isso porque não basta apenas mostrar o que se pensa é preciso transmitir verdade e credibilidade em tudo que dizemos e/ou fazemos.
As redes sociais complementam a vitrine de recursos disponíveis na internet. Sites de relacionamento como Orkut, Facebook, LinkedIn e Twitter mostram que vieram para ficar e que são a sensação do momento.
Mas o que tudo isso tem a ver com imagem profissional? Como essas redes sociais podem auxiliar na alavancagem da carreira ou jogá-la na lama? A resposta é simples e direta: TEM TUDO A VER!
Por meio das redes podemos mostrar todo nosso potencial, competência, criatividade e desenvolvimento.
Redes como as do LinkedIn, por exemplo, são totalmente voltadas para as relações profissionais, contando com banco de dados que permite conexão com varias empresas, colegas e ex-colegas de trabalho ou faculdade, troca de experiências, oferta de vagas, recomendações profissionais, fóruns e grupos de discussão e muito mais. Já no Slidere e no Scribd é possível compartilhar trabalhos acadêmicos, artigos, pesquisas entre outras coisas.
Saber o que compartilhar e principalmente para quem compartilhar é o ponto mais importante para a boa construção da sua imagem. Esse não é o caso de você possuir milhares de seguidores no Twitter ou centenas de amigos no Orkut. O interessante é a oportunidade de se ter em um único lugar parceiros de trabalho, futuros chefes, novos empregados ou um headhunter ávido por profissionais de qualidade e inovadores.
Para que você possa usufruir adequadamente das redes sociais vou passar-lhes algumas dicas que o ajudarão daqui para frente.
- Destine um momento do seu dia ou um dia durante a semana para atualizar suas informações, compartilhar ideias ou simplesmente opinar sobre algum assunto. Assim, sua rede de contatos saberá que você está em atividade e que suas postagens merecem ser lidas.
- Sincronize suas contas (Orkut, Facebook, LinkedIn etc.), nos sites que oferecem essa funcionalidade e eleja apenas uma das redes para postar atualizações. Dessa forma você não perderá tempo entrando em vários sites diferentes para compartilhar a mesma informação.
- Crie um canal no YouTube e compartilhe vídeos com os temas profissionais que você tem domínio, conhecimento ou afinidade. Se possível crie seus próprios vídeos, utilizando recursos como o Movie Maker, por exemplo. Assim você pode personalizar e vincular sua identidade digital.
- Mantenha sempre sua privacidade e das pessoas que aparecem em suas fotos. Participação em congressos, cursos, trabalhos realizados ou atividades diversas, somente devem ser compartilhadas com pessoas que participaram do evento, te solicitou ou fazem parte da sua rede de contatos. Não é pelo fato de você gostar de aparecer em todas as fotos que seus colegas, clientes ou parceiros vão gostar também. Nunca se esqueça, uso indevido da imagem é crime.
- Aqui vale a máxima: - "Diga-me com quem tu andas e eu te direi quem és". Selecione bem seus amigos e contatos virtuais, pois até quem faz parte do seu grupo pode ser um diferenciador para opiniões. Se você achar adequado crie um perfil especifico para amigos íntimos e familiares e outro somente para os contatos profissionais, ou divida-os em grupos distintos. Mas se lembre: a coerência deve ser aplicada sempre. O lado pessoal deve estar muito bem alinhado com o lado profissional.
É muito importante você lembrar que atualmente recrutadores e empresas especializadas estão de olho nessas informações. Observe que na maioria dos cadastros online é possível relacionar suas redes sociais. Portanto, não é nada bom para sua imagem participar de comunidades como: "Odeio trabalhar", "Finjo que estudo", " Sou desorganizado", entre outras. Isso nada mais é que fazer uma propaganda altamente negativa mostrando o mau funcionário que você foi ou poderá ser.
Há uma frase que gosto muito e que diz assim: "Nenhuma tecnologia, irá substituir o respeito e o bom trato para com os seres humanos". Então, lembre-se sempre que a internet é um recurso, mas o verdadeiro diferencial é você.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ferramenta para Gestão de Estoque

A gestão de estoques é fator de grande importância para as empresas, e digo mais, uma boa gestão de estoque faz com que a empresa possa se tornar mais competitiva no mercado em que atua. Para entendermos melhor a importância de um estoque bem administrado vamos dar um exemplo. Em nossas casas procuramos comprar os produtos e materiais necessários para nossa utilização, obedecendo um grau de prioridade, dificilmente compramos produtos caros em grande quantidade, nós os compramos conforme nossa necessidade. Se os produtos e materiais forem de valor menor e tiverem um consumo grande procuramos comprar uma quantidade maior  para termos tranquilidade, sabendo que o mesmo dificilmente faltará.
Muitas empresas ainda mantêm vários itens em estoque por medo de que os mesmos faltem na sua  linha de produção ou no estoque do centro de distribuição, comprometendo assim a entrega do produto ao cliente. Para manter um controle melhor do estoque e reduzir  seu custo, sem comprometer o nível de atendimento, é importante classificar os itens de acordo com a sua importância relativa no estoque.
Assim surge a importância da classificação do estoque  pela curva ABC, este método é antigo mas muito eficaz e baseia-se  no raciocínio do diagrama de pareto desenvolvido pelo economista italiano Vilfredo Pareto. É através da classificação da curva ABC que conseguimos determinar o grau de importância dos itens, permitindo assim  diferentes níveis de controle com base na importância relativa do item.
A representação gráfica demonstrada na figura a seguir, trás o conceito utilizado pelo cálculo da curva ABC.
Geralmente os estoques possuem os valores da tabela abaixo, tanto para itens em estoque quanto valor. Lembro que os números abaixo servem como parâmetros para classificarmos a curva ABC.
Características da classificação ABC dos itens
Classe A: São os principais itens em estoque de alta prioridade, foco de atenção do gestor de materiais, pois são materiais com maior valor devido à sua importância econômica.Estima-se que 20% dos itens em estoque correspondem a 80% do valor em estoque.
Classe B: Compreendem os itens que ainda são considerados economicamente preciosos, logo após os itens de categoria A, e que recebem cuidados medianos. Estima-se que 30% dos itens em estoque correspondem a 15% do valor em estoque.
Classe C: Não deixam de ser importantes também, pois sua falta pode inviabilizar a continuidade do processo, no entanto o critério estabelece que seu impacto econômico não é dramático, o que possibilita menos esforços. Estima-se que 50% dos itens em estoque correspondem a 5% do valor em estoque.
A partir desta classificação priorizamos aqueles de classe A nas políticas de estoques devido à maior importância econômica. Desta forma, os itens classe A receberão sistematicamente maior atenção do que itens classe C, em termos de análises mais detalhadas, menores estoques, maiores giros, menores lotes de reposição, mais contagem, etc.
Cálculo da curva ABC
Para  realização da classificação ABC  vamos utilizar CMM (Consumo Médio Mensal)  para isto vamos usar a seguinte fórmula;  CMM =  Σ de itens utilizados em 12 meses / 12
As demais informações são referentes aos SKUs (Stock Keeping Units – unidade para armazenamento em estoque) onde utilizamos o respectivo custo de reposição (ou custo médio mensal, padrão ou Standard) que é o critério mais indicado, visto que os valores monetários precisam ser ponderados pelos volumes ou intensidades dos fluxos  correspondentes para homogeneizar uma  mesma base comparativa. Usualmente recomendamos considerar o histórico dos últimos 12 meses, de forma a contemplar eventualmente sazonalidade.
 Na tabela abaixo faremos uma demonstração de como calcular os valores para a classificação da curva ABC.
Dados das colunas:
1- Quantidade de itens (SKUs) que estamos analisando;
2- Código produto, determina a origem do item;
3- Custo unitário do item;
4- CMM nos últimos 12 meses;
5- Multiplicar dos valores da coluna 3 ( Custo unitário em  R$ ) pelos valores da coluna 4 (CMM);
6- Dividir cada valor da coluna 5 pelo valor total da coluna 5 multiplicado por 100, assim encontramos o valor representado em percentual;
7- Numerar o maior valor da coluna 6 na em ordem crescente na coluna 7 (1,2,3,4,...) e assim sucessivamente;
8- Realizar a soma, iniciando pelo maior valor da coluna 6 até o menor valor.
Os itens que contemplarem a soma até chegar próximo do valor de corte contemplarão a classificação ABC. Neste exemplo a classificação  1,2,3 e 4 da coluna 7 contemplam a soma de 79,37%, que neste caso é o ponto de corte da classe A.
Exemplo importante; se encontrarmos  para  A valores entre  79,37 % e  86,30 %, o  mais próximo de 80% será o valor de  79,37%,  então este será o nosso ponto de corte.
Neste nosso exemplo teremos os números relacionados abaixo para a coluna valores:
Para calcular o percentual de representatividade dos itens na classificação ABC pegar o total de itens analisados, neste caso são 15 itens, utilizando o fórmula abaixo:
Assim teremos nossa classificação da curva ABC da seguinte forma:
O cálculo pode ser realizado de forma manual, utilizando planilhas em excel através de aplicação de fórmulas e de forma automática utilizando um  ERP que geralmente já possui estas funções.
Ocasionalmente, constatamos que alguns analistas de materiais intervêm reclassificando alguns itens conforme sua experiência e julgamento. No entanto, não recomendamos esta prática,  visto que a classificação ABC é, por definição, uma apuração estatística  de fatos, isenta de outros critérios que poderiam viciá-la.
Compete usualmente ao departamento de planejamento e gestão de estoques o processamento e manutenção da curva  ABC sempre atualizada e correta.
No entanto, convém analisar cada caso, pois horizontes menores  podem ser mais relevantes  em algumas situações. Existem empresas que  consideram a previsão de vendas ou consumo, em detrimento ao histórico, no entanto ressaltados que nem sempre as previsões têm tanta precisão quanto os dados efetivamente comprovados. 
Os valores da tabela abaixo servem como parâmetros para reposição da cobertura de estoque: