quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Gestão de Equipe

Sistema Fechado
  • Estudo da fadiga humana

  • Divisão do trabalho e especialização do operário

  • Desenho de cargos e tarefas

  • Incentivos salariais e prêmios por produtividade

  • Condições de trabalho

  • Padronização

  • Supervisão funcional

  • Homem econômico  

Sistema Aberto

  • Comportamento probabilístico - as organizações são sempre afetadas pelas variáveis externas.  
  • Parte de uma sociedade maior - as organizações são vistas como sistemas dentro de sistemas. Interdependência entre as partes - as partes precisam ser coordenadas por meio de integração e de trabalho.
  • Homeostasia versus adaptabilidade - Estabilidade e mudança
  • Fronteiras ou limites - Nem sempre a fronteira de um sistema existe fisicamente.
  • Morfogênesecapacidade de se modificar, de determinar o crescimento e as formas da organização, de se corrigir e de obter novos e melhores resultados;
  • Resiliência - capacidade de o sistema superar o distúrbio imposto por um fenômeno externo.
  • Sinergia - esforço simultâneo de vários órgãos que provoca um resultado ampliado.
  • Entropia - conseqüência da falta de relacionamento entre as partes de um sistema, o que provoca perdas e desperdícios.

Realidade atual nas empresas

  • Satisfação do cliente

  • Inovação de Competitividade

  • Melhoria de Produtividade

  • Redução de Custos

  • Cumprimentos de prazos

  • Desenvolvimento de Pessoas

Grupo

Nós vivemos em grupo e pertencemos a um ou a vários deles. 

Segundo Moreno existem três grupos principais com papéis que se intercomunicam:

  •      Papéis incorporados passivamente;

  •      Papéis que buscam autonomia;

  •      Papéis relacionados a compartilhar, competir.

Fases do grupo

1 – Inicial de aproximação e formação

2 – Ajustes, conflitos, mapeamento das posições e dos papéis

3 – Estabilização, plenitude, confiança

4 – Dissolução, fechamento

Características dos integrantes das equipes

O homem como ser especial!

Ele pensa, entretanto há no modo e na qualidade desses pensamentos, pois tudo isso sobre influência do ambiente, as experiências vivenciadas, dos estímulos recebidos.
Cada um tem aptidões, uns têm mais aptidão para falar, outros para calcular e assim sucessivamente.

O ser humano e seus quatro domínios
 Cognitivo – área responsável pela aquisição de conhecimentos e pelo desenvolvimento das estrutura mentais que os indivíduos constroem desde crianças. 
Afetivo ou emocional – área responsável pelo desenvolvimento das emoções.
Relacional – área responsável pelo desenvolvimento das relações.
Biológico – área que determina o equilíbrio do sistema homem e que lhe garante a saúde e qualidade de vida, o nível físico.

A Janela de Jorahi

A área I (o eu aberto) constitui o nosso comportamento em muitas atividades, conhecido por nós e por qualquer um que nos observe. 

A área II (o eu cego) representa nossas características de comportamento que são facilmente percebidas pelos outros, mas das quais, geralmente, não estamos cientes. 

A área III (o eu secreto) representa as coisas sobre nós mesmos que conhecemos mas que escondemos dos outros. Estas podem variar desde assuntos inconseqüentes até os de grande importância. 

A área IV (o eu desconhecido) inclui coisas das quais não estamos cônscios e das quais nem os outros o estão.

Papéis dos integrantes das equipes

O desempenho da equipe depende do entrosamento existente entre os seus integrantes. As características pessoais, conhecimentos e experiências de cada uma devem ser disponibilizados e reunidos de forma a estabelecer as condições para os desempenhos e os resultados sejam os melhores possíveis.

Pode ser descrito como um conjunto de padrões de comportamento atribuídos e esperados de alguém que ocupa uma dada posição no trabalho ou na sociedade, de forma geral.

Papéis disfuncionais

     São disfuncionais e prejudicam o andamento do grupo:

     O detalhista - o falador incansável, que fica preso num tópico exaustivamente;

     O humorista - de grupo que com suas piadas distrai e desvia a atenção;

     O superorganizado - que se preocupa demais com as regras;

     O dispersivo - que tende a voltar a tópicos já superados

Papéis funcionais

    Ligados aos papéis produtivos

    Papéis ligados as Relações Sociais:

  • Harmonizador  
  • Vigia  
  • Protetor  
  • Transigente  
  • Monitor Padrão

    Papel de Liderança

    É esperado do líder que estimule as pessoas a cumprirem objetivos e metas, perseguindo uma visão que poderá alavancar resultados melhores e garantir a sustentabilidade da organização.

         Principais ações inerentes ao papel

    • Ajudar a equipe a refletir sobre suas atividades e decisões

    • Apoiar as decisões da equipe

    • Estimular o desempenho individual e coletivo

    • Atribuir os créditos pelas realizações e conquistas

    • Destacar e valorizar as individualidades

    • Celebrar os resultados positivos da equipe

    • Destacar aprendizagens possíveis, inclusive nos erros

    • Propor paradas e reflexões quando necessário

         Ferramentas de gestão utilizadas

    • Planejamento sistemático
    • Avaliação e Feedback
    • Coaching
    • Empowerment
    • Reuniões relâmpago
    • Brainstorming
    • Causa e efeito na gestão de conflitos

         Principais comportamentos adotados

    • Confia na equipe
    • Ouve mais do que fala
    • Julga com bases em evidências
    • Trabalha junto com a equipe
    • Está sempre de bom humor
    • Estimula o desenvolvimento individual e coletivo

    O poder e a força dos valores

    A visão do futuro nos mostra e nos lembra diariamente a direção; os valores são a essência da nossa vontade, o desconforto coloca os nossos potenciais nos limites.

    Nossos valores funcionam como guias do comportamento. 

    Quem possui visão clara dos seus valores, tem também clareza de propósitos, que funcionam como guias e motivos para a ação bem-sucedida.

    Cultura de aprendizagem

    Mudar para valer implica novos conhecimentos e, portanto, aprendizado. Aí está o dilema de muitas pessoas: o de desejarem mudanças sem que haja uma aumento precedente no conhecimento.

    Trabalhar em equipe é uma atividade muito importante, você pode aprender com os seus colegas e transmitir conhecimentos, em uma saudável relação de troca e interdependência.

    Formação e desenvolvimento de equipe

    O que distingue os grupos das equipes são as formas como as tarefas e responsabilidades são vistas, aceitas e cumpridas.

    Grupo – a realização do trabalho depende essencialmente do indivíduo responsável por ele.

    Equipe – embora haja distribuição de tarefas e cada indivíduo deva ter responsabilidades diante de uma parcela do todo, a responsabilidade pelos resultados e pelo atingimento das metas é de todos os componentes. Quando um fraqueza por algum motivo, outro assume o seu lugar.

     Interdependência é a palavra chave. 

     Grupo – a maior tendência é a organização definir os objetivos que devem ser atingidos e os procedimentos que deverão ser observados.

     Equipe – a tendência é a própria equipe assumi tais aspectos do trabalho. O nível de comprometimento com a tarefa e com os objetivos tende a ser maior nas equipes.

     Evolução de grupo para equipe.

    Observa sua própria forma de operar e procura resolver os problemas que afetam o seu funcionamento, em um processo contínuo de percepção, diagnose, planejamento, implementação, resolução de problemas e avaliação. 
    É necessário que haja um elemento de identidade, elemento de natureza simbólica, que uma as pessoas, estando fisicamente próximas ou não, como é o caso das equipes virtuais.

    Condições ao trabalho em equipe

     De forma geral, as equipes são influenciadas por variáveis estruturais e organizacionais, tais como:

    • Tamanho da Equipe
    • Organização
    • Interações entre os integrantes
    • Coesão grupal
    • Competências
    • Estrutura da tarefa
    • Políticas de valorização e recompensa
    • Recursos disponíveis

    Condições ao trabalho em equipe

    Tamanho da Equipe – deve ser suficientemente grande para permitir a realização das atividades necessárias à consecução dos objetivos e suficientemente pequeno para garantir a comunicação, a participação e o envolvimento de todos, e para facilitar a tomada de decisão; 

    Organização – diz respeito às relações de dependência necessárias para realização das tarefas e a sua distribuição;

    Titularidade da equipe 

    Equipes Funcionais – é constituída por um titular e subordinados diretos que, geralmente, são profissionais de uma mesma área;  

    Equipes Interfuncionais – tem caráter multidisciplinar pois os membros possuem especialidades profissionais diversas e provêm de áreas ou departamentos diferentes.

    Equipes de alto desempenho – são aqueles que superam os padrões e limites convencionais e surpreendem pelos resultados que conseguem obter. Os integrantes conhecem muito bem o negócio, têm noção clara do potencial que possuem e buscam desenvolvimento em todas as dimensões humanas: racional, sensorial, emocional, cultural e espiritual.

    Equipes virtuais – pode ser formada por pessoas que atuam de forma interdependente, embora trabalhem isoladas entre si e situadas em espaços geográficos e temporais diferentes, na busca de propósitos em comum ou que se complementam. 

    Equipes autogerenciadas – os membros são responsáveis pelo cumprimento dos objetivos definidos para a equipe, fazendo eles mesmos os controles necessários para atingir os resultados esperados. A liderança é contingencial.

    Estratégias e ferramentas para a formação e desenvolvimento de equipes eficazes

    O primeiro passo é a definição do perfil de competências a ser adquirido pela equipe, para então serem escolhidas as estratégias e as ferramentas que poderão elevar a esse perfil.

     As principais estratégias e ferramentas são:

    • Empowerment

    • Coaching 

    • Feedback

    Empowerment ou atribuição planejada de desafios

    Processo de delegação e atribuição de tarefas, acrescido do poder para decidir sobre elas; traz em si as mesmas características, exigências e dificuldades inerentes ao antigo e conhecido processo de delegação, com a diferença que enfatiza a tomada de decisão do individuo sobre as coisas que interferem diretamente sobre o seu desempenho; enfatiza a autogestão.
    Processo que oferece aos empregados a oportunidade de decidirem sobre os seus próprios processos de trabalho e de participarem e influenciarem o processo decisório de uma forma geral, mas que ainda reserva para os níveis estratégicos as decisões estratégicas. 
    Aumenta o comprometimento dos membros da equipe com as decisões tomadas.

    Coaching 

    Estabelece com os membros da equipe um relacionamento para apoiar o seu processo de aprendizagem e desenvolvimento, seja objetivando a mudança de aspectos indesejáveis do seu desempenho, seja visando a aquisição de novas competências ou outros objetivos afins.

    O coaching envolve:

    Aconselhamento - o gestor auxilia os integrantes da equipe a melhorarem a conscientização sobre suas atitudes e comportamentos e a mudarem ideias e formas de agir;  
    Ensinamento – implica o repasse à equipe de conhecimentos que o coach domina, aprendidos com a prática e vivência profissional;
    Monitoria – orientações sobre aspectos relacionados com a cultura organizacional; Confrontação – às análises das deficiências de desempenho que a equipe apresenta, visando a superação das mesmas.

         O coaching exige que habilidades sejam muito bem desenvolvidas são elas:

    • ouvir;
    • analisar e compreender o comportamento humano;
    • identificar conflitos;
    • focalizar o acerto;
    • identificar e clarificar erros;  
    • fazer a leitura de cenários presentes e futuros.

       Ter atitudes tais como:

    • ser empático;
    • solidário;
    • apoiador;
    • confidente e amigo.

    Portfólio do desempenho

    Estabelecer as relações entre as pessoas e o produto ou resultado dessas relações.
    Contém as principais realizações da equipe ou de um profissional, ao longo do tempo, permite documentar os avanços e produções realizadas, registrar os sucessos e as dificuldades superadas ou não no trabalho.
    Nas equipes, as pessoas precisam aprender a disponibilizar os que sabem fazer e apreender rapidamente os conhecimentos disponibilizados por outros; devem saber conviver com a diversidade.

    Necessidade de planos de formação e desenvolvimento de equipes

    Fatores internos:

    • Baixa produtividade ou queda;
    • Erros constantes, perda de qualidade;
    • Clima tenso, conflitos e hostilidades;
    • Clima apático, de aparente desmotivação;
    • Falta de iniciativa, morosidade;  
    • Ações postergadas, falta de decisões.

    Fatores externos:

    • Acirramento da competição;
    • Entrada de novos concorrentes no mercado;
    • Queixas e reclamações de clientes;
    • Aumento da complexidade dos insumos e da tecnologia usada;
    • Crescimento e expansão da organização;
    • Ingresso da organização em novos mercados;
    • Alianças e parcerias estabelecidas;
    • Aquisições de outras empresas.

    Nenhum comentário:

    Postar um comentário